Slides 02 (Inbound e conteúdo), 03 (Mídia programática) e 04 (Mídia paga), Aula 01 (Introdução), PDFs "Mídias Sociais no Marketing Digital" e "Anunciar em mídias sociais".
1. Marketing digital e comportamento do consumidor
- Marketing digital é usar canais digitais para criar, comunicar, entregar e trocar ofertas de valor, com dados e inteligência artificial para personalizar e medir resultados.
- Kotler, Kartajaya e Setiawan seguem a linha 1.0, 2.0, 3.0, 4.0, 5.0 e 6.0. O 4.0 marca o fim da barreira entre físico e digital.
- O consumidor digital é conectado, exigente, tem capital social e valoriza experiência.
- Churchill (2008), 3 etapas da motivação de compra: tensão (necessidade não satisfeita), estímulo (fator interno ou externo que reforça) e redução da tensão (a compra).
- No digital, aprender é viver experiências. Quanto mais educativa e interativa a abordagem, maior o engajamento e a conversão.
- Perspectivas: IA, social commerce, storytelling, automação, análise de dados e BI, SEO avançado, gestão de redes.
2. Inbound x Outbound
Inbound (marketing de atração) entrega conteúdo útil para o público procurar a marca. Outbound interrompe e divulga para públicos amplos.
| Critério | Inbound | Outbound |
|---|---|---|
| Foco | Permissão e conteúdo relevante | Interrupção e divulgação |
| Canais | Blog, busca, ecossistema multicanal | Contato direto, e-mail direto, mídia de massa |
| Custo de aquisição (CAC) | Menor em escala | Recorrente e mais alto |
| Segmentação | Granular e personalizada | Mensagem padronizada para públicos amplos |
3. Funil Inbound: 4 etapas
- Atrair: captar visitantes sem interromper. Blog, SEO, redes sociais.
- Converter: visitante vira lead. Landing pages, formulários, CTAs, materiais ricos.
- Vender: amadurecer o lead até virar cliente. CRM, automação, Inbound Sales.
- Encantar (fidelizar): pós-venda surpreendente. Gera indicação espontânea e advogados da marca.
- Estratégia de Megafone: começa pelo fundo do funil e usa a voz de clientes que já conhecem a marca para ampliar o alcance.
- Funil por canal: topo (posts de blog, redes), meio (e-books, whitepapers, webinars, landing pages), fundo (conteúdo interativo, demonstrações).
4. Marketing de conteúdo
Criar e distribuir material valioso, relevante e consistente para atrair e reter um público definido. Objetivos: dialogar com o público certo, encurtar o ciclo de venda, reduzir o CAC, aumentar o LTV (lifetime value), gerar tráfego e leads.
5 etapas: planejamento, elaboração da persona, criação, distribuição e mensuração. A persona vem antes do conteúdo, porque define para quem se escreve.
Canais: blog (central de conteúdo), conteúdos ricos (e-books, vídeos, infográficos, webinars), landing pages (trocam dados por benefício), e-mail marketing (automação em quase todas as etapas) e redes sociais.
5. SEO x SEM
| Atributo | SEO | SEM |
|---|---|---|
| Velocidade | Lento, incremental | Rápido, imediato |
| Custo | Produção e manutenção | Compra recorrente de mídia (custo alto) |
| Durabilidade | Durável e cumulativo | Temporal: cessa quando o investimento acaba |
| ROI | Maior no longo prazo | Menor, mais linear |
SEO on-page (checklist)
- Title Tag: palavra-chave principal o mais à esquerda possível. Referência de 65 caracteres.
- Meta Description: fragmento persuasivo, com toque de CTA, que aumenta a taxa de cliques (CTR). Máximo recomendado no material: 320 caracteres.
- Headings H1 a H6: H1 no título principal, os demais em hierarquia. Palavra-chave nos subtítulos ajuda.
- URL: curta, descritiva, com a palavra-chave. Evitar datas e números.
- Imagens: nome de arquivo, alt text e peso do arquivo.
- Textos simples: repetir o termo sem forçar. Usar variações e sinônimos.
- Linkagem interna: melhora a navegação, ajuda os robôs a descobrir páginas e distribui a força de links externos.
- Rich snippets: avaliações em estrelas (1 a 5) e busca local.
- Buzz content: assuntos em alta, com potencial de engajamento.
Palavras-chave de cauda longa (long tail)
Expressões específicas, geralmente com três palavras ou mais. Menos buscas e menos concorrência, mais chance de ranquear e de converter porque a intenção é bem definida.
6. Mídia programática
Compra automatizada de anúncios por software, em geral por leilão em tempo real (RTB), com compra por CPM. Vantagens: segmentação precisa, uso melhor do investimento, otimização contínua, escala, mensuração detalhada e mais segurança para a marca.
| Peça | Função |
|---|---|
| Ad Exchange | Marketplace onde ocorre a negociação em tempo real do inventário. |
| DSP (Demand Side Platform) | Do anunciante. Automatiza a compra de mídia e a gestão de campanhas. |
| SSP (Supply Side Platform) | Do publisher. Gerencia e vende o inventário, define regras e preços. |
| DMP (Data Management Platform) | Coleta e analisa dados de usuários (cookies) para segmentar. |
| Trading desk | Operação especializada que roda as campanhas via DSP. |
Formatos: display, vídeo (in-stream dentro de outros vídeos; out-stream em páginas de conteúdo), native ads, áudio, redes sociais, DOOH (telas digitais urbanas) e Connected TV.
Estratégias:
- Whitelist: lista de sites desejados.
- Conteúdo semântico: páginas do nicho da marca.
- Third party data: dados de terceiros para segmentar.
- Geotargeting: segmentação por região.
- Onboarding de dados: subir uma lista de contatos própria para achar essas pessoas online.
- Retargeting: anunciar para quem já interagiu com a marca.
7. Mídia de performance e tráfego pago
Mídia de performance: o anunciante paga pelo resultado (clique, lead, venda). Tráfego pago: fluxo de visitantes gerado por investimento em anúncios, com velocidade, precisão, controle e flexibilidade.
| Sigla | Modelo | Quando usar |
|---|---|---|
| CPC | Custo por clique | Tráfego qualificado para site ou landing page. |
| CPS | Custo por venda | E-commerce e afiliados. |
| CPL | Custo por lead | B2B e ciclos longos. |
| CPM | Custo por mil impressões | Branding, reconhecimento, alcance massivo. |
| CPA | Custo por aquisição | Ação predefinida, otimização de conversão. |
- Google Ads: orientado à intenção ativa de busca. Conecta marcas a quem já demonstrou necessidade.
- Meta Ads: plataforma de anúncios da Meta (Facebook, Instagram, Messenger, WhatsApp). Trabalha interesses, comportamentos e perfis, ou seja, descoberta e geração de demanda.
8. Anunciar em mídias sociais
Regra de processo: primeiro o objetivo, depois o formato. Objetivos típicos: alcance, tráfego, leads, conversões/vendas, engajamento, instalação de app.
- LinkedIn Ads: força no B2B. Diferencial: segmentação por perfil profissional (cargo, empresa, setor, senioridade, habilidades, formação, tamanho da empresa). Formatos: Sponsored Content (feed), Text Ads (barra lateral), Sponsored InMail (mensagem privada) e Dynamic Ads (Follower, Spotlight, Jobs).
- TikTok Ads: estrutura em 3 níveis (anúncio, grupo de anúncios, campanha). Vídeo vertical, descoberta por algoritmo. Formatos: TopView (tela cheia ao abrir o app, até 60 s), Brand Takeover (exclusividade diária), In-Feed (rótulo "Patrocinado"), Branded Hashtag (desafios) e Branded Effects (filtros de realidade aumentada).
- Pinterest Ads: usuário em modo inspiração e planejamento. Pins padrão, de vídeo, de compras e de coleção.
- X Ads: tempo real, notícias, debates, tendências. Image, Video, Carousel e Text Ads.
9. Mídias sociais: teoria e estratégia
- Teoria das redes: Paul Baran; seis graus de separação; laços de Granovetter; número de Dunbar (cerca de 150 conexões estáveis); clusters.
- Mídia paga x conteúdo orgânico: paga dá alcance imediato, segmentação e resultado mensurável, mas a visibilidade cessa ao pausar a verba. Orgânico constrói autoridade e confiança, com custo menor no longo prazo, mas cresce devagar. A sinergia entre os dois é o que rende.
- Públicos: prospecção (novos leads que não conhecem a marca), reengajamento (quem interagiu e não converteu, remarketing) e lookalike (perfis parecidos com os melhores clientes, reduz o CAC).
- Estratégia transmídia: uma narrativa coesa distribuída em vários canais, cada plataforma com sua linguagem. Instagram: visual e ritmo. LinkedIn: tom profissional. TikTok: espontaneidade e humor.
- Marketing de influência: mega (alcance massivo), macro (nicho amplo), micro (alto engajamento) e nano (comunidades pequenas e fiéis). Defina KPIs e alinhe valores.
- Copywriting: fórmula AIDA (Atenção, Interesse, Desejo, Ação). CTA direto e orientado ao benefício. Gatilhos mentais: urgência, escassez, prova social e autoridade. Apelo emocional (branding, causas) x apelo racional (B2B, preço, dados).
- Design no feed: hierarquia visual, contraste, espaço em branco. Material sugere corpo de texto a partir de 24 pt e entrelinha de 1,4x a 1,6x.
10. Gestão de crises em redes sociais
Protocolo: detecção (monitoramento contínuo), triagem (avaliação de risco e classificação) e resposta (clara, empática, imediata).
| Nível | Ocorrência | Ação | Tom |
|---|---|---|---|
| Baixo | Dúvidas operacionais ou reclamações isoladas | Tratar em público com agilidade e migrar para o SAC privado | Prestativo, humano |
| Médio | Falha recorrente em produto ou polêmica em campanha | Nota oficial com providências imediatas | Empático, transparente |
| Alto | Crise ética, jurídica ou vazamento grave | Acionar a diretoria, pausar anúncios, comunicado público | Institucional, firme |
Antes de entrar na prova
- Explique inbound x outbound em uma frase e liste as 4 etapas do funil.
- Compare SEO x SEM em velocidade, custo, durabilidade e ROI.
- Recite title (65), meta description (320, segundo o material), H1 a H6, URL, alt text.
- Diferencie DSP, SSP, DMP, Ad Exchange e trading desk.
- Ligue cada modelo de cobrança (CPC, CPL, CPS, CPM, CPA) ao objetivo da campanha.
- Google Ads = intenção de busca. Meta Ads = interesse e comportamento.
- Saiba os 3 níveis de crise e o que fazer em cada um.
Fontes
- Slides 02 (Inbound e Marketing de Conteúdo Digital), 03 (Mídia programática) e 04 (Mídia paga: Google Ads e Meta Ads).
- Aula 01: Introdução ao Marketing Digital.
- PDFs: Mídias Sociais no Marketing Digital; Anunciar em mídias sociais.